Para onde leva a psicoterapia?
Quem chega para iniciar um processo terapêutico o faz porque há um mal-estar. Assim, parece óbvio que um dos fins da psicoterapia é produzir um deslocamento da posição subjetiva na qual o paciente se encontra e que contribui para seu sofrimento. Jung dizia: ´até se tornar consciente, o inconsciente dirigirá sua vida, e você vai chamar isso de destino.`
Não é incomum que o paciente se sinta ´destinado a algo` e chegue a conclusões como: ´não tem outro jeito`, ou que o paciente se veja repetindo algo à revelia daquilo que intenciona. Ou, tampouco, que o paciente sinta que anda e anda, mas não sai do lugar. A análise busca criar um espaço e as condições para que o paciente possa escutar a si mesmo e ao que fala através dele nas suas ações, suas escolhas, seus sonhos… Por meio de questionamentos e intervenções, a análise possibilita se desconhecer para se (re)conhecer, se desidentificar para poder se apropriar da própria identidade e dos próprios desejos. Nesse processo, no lugar de destino inexorável, objetiva-se dar novo destino àquilo que aflige, traçar um novo percurso.